domingo, 23 de março de 2014

Hume e as percepções

Retirado do novo manual 50 Lições de Filosofia, 11º Ano (Didáctica Editora)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Aprender filosofia com a história da filosofia


Decorreu esta manhã a XV Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes. O tempo correu depressa e o Professor António Pedro Mesquita, da Universidade de Lisboa, ainda tinha mais para dizer. O destaque foi sobretudo para a teoria da felicidade de Aristóteles, a principal influência das concepções do período helenístico, de que se destacam o epicurismo e o estoicismo. Muitos dos presentes ficaram com vontade de assistir a uma segunda conferência sobre as concepções clássicas da felicidade. Quem sabe se um dia... 

Entre as muitas ideias interessantes que nos foram explicadas, sublinho aquela com que o Professor António Pedro Mesquita iniciou a sua conferência, e que constitui a melhor justificação para o estudo da história da filosofia. Assim, antecipando a resposta para a pergunta sobre a utilidade da história da filosofia, o Professor António Pedro Mesquita argumentou que o seu estudo permite:

  • evitar "abrir portas abertas";
  • descobrir potencialidades não desenvolvidas na teoria original;
  • servir de modelo ou inspiração para novas retomadas de soluções já dadas;
  • em geral, ajudar a mapear um problema e as suas soluções;
  • ou a experimentar a coerência, solidez e força de determinado paradigma filosófico mais ou menos frequente (por exemplo, o aristotélico, o kantiano, etc.)

Como se vê, boas razões não faltam. Resta-nos agradecer, mais uma vez, ao Professor António Pedro Mesquita.



quarta-feira, 5 de março de 2014

As doutrinas da felicidade na Antiguidade Clássica

Todos serão muito bem vindos.

Felicidade, por António Pedro Mesquita na ESMTG

É já na próxima sexta-feira que se realizará a XV Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes, tendo como conferencista convidado o Professor António Pedro Mesquita, da Universidade de Lisboa, que virá falar das doutrinas da felicidade na Antiguidade Clássica. Aqui fica, para abrir o apetite, esta pequena entrevista com o Professor António Pedro Mesquita. Estão todos convidados.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Midlake "It's Going Down"

Esta é a música que acompanha a correcção dos vossos testes. Espero que os resultados sejam tão agradáveis como esta canção... mas que não correspondam ao seu título.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ai os cépticos... os cépticos!




O cético defende
O cético
não defende
1. Nenhuma crença é verdadeira.

X
2. Por vezes pensamos que acreditamos mas não acreditamos.

X
3. Uma crença tem de ser justificada para ser conhecimento.
X

4. Todas as opiniões são falsas.

X
5. Os sentidos enganam-nos sempre e em todos os casos.

X
6. Qualquer crença se baseia noutra crença.
X


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Agir é uma agonia alegre

... diz o filósofo Jean-Paul Sartre.

Será, então, que a inacção é uma quietude triste?


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Justificação e verdade

 



Quando testemunhamos um acidente, olhamos para o termóstato, misturamos azeite com água na cozinha ou observamos um eclipse raro a olho nu, adquirimos crenças sobre o comportamento das coisas e das pessoas à nossa volta. Em todos estes casos, temos a experiência directa do que acontece, do que vemos ou sentimos, e em grande medida ganhamos essa experiência por via da observação. Mais frequentemente, porém, as nossas crenças provêm de fontes indirectas, algumas mais fiáveis que outras (especialistas destacados, professores, livros, televisão, internet, boatos, tradição, por exemplo). E há, finalmente, crenças que retiramos de crenças anteriores. Se sei que o meu amigo João é alérgico aos camarões e que no banquete há um salteado que contém camarão-tigre, então formo a crença de que o João deve evitar o salteado.

As nossas crenças são justificadas se temos boas razões que sustentem o seu conteúdo. Mas há uma diferença entre verdade e justificação. A minha crença de que amanhã vai chover pode ser justificada — pode, por exemplo, provir de uma fonte fiável — e no entanto acabar por ser falsa. A justificação não garante a verdade. Por outro lado, posso ter uma crença verdadeira, como por exemplo que o meu vizinho é um espião, sem ter a mínima prova que a apoie. O que eu acho ou o que neste caso o meu instinto me disse, coincidiu  por acaso com algo que é verdade, mas a minha crença não é justificada.

Há pelo menos duas razões para nos interessarmos pelas crenças justificadas. Primeiro, por vezes a verdade não chega. Termos uma justificação para as nossas crenças torna mais fácil convencer os outros da sua verdade. No tribunal, por exemplo, o que eu acho e o meu instinto me diz não contam. É preciso provas de que o acusado é culpado ou de que não houve crime. Segundo, é mais provável que, desde que coerentemente organizadas, as nossas crenças justificadas ofereçam uma explicação satisfatória para os fenómenos por que nos interessamos. Dificilmente valorizaríamos um conjunto aleatório de crenças verdadeiras, mas se tivermos fundamentos para elas, é mais provável que vejamos as ligações entre elas e que delas retiremos outras implicações, o que potencialmente alarga o conhecimento.

Por vezes, os sistemas de crenças coerentemente organizados formam teorias. Formamos teorias em contexto muito diferentes, não apenas no contexto das disciplinas científicas formais. Temos teorias sobre toda uma variedade de coisas: por exemplo, sobre como ser bem-sucedido nas entrevistas de emprego, sobre o que originou a tensão no Médio Oriente, sobre o motivo por que John Grisham vende tantos livros.

Lisa Bortolotti, Introdução à Filosofia da Ciência (2008).  Trad. port. Jorge  Beleza. Lisboa: Gradiva, 2013, p. 67-8.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Mais uma sugestão musical: Alabama Shakes

Em especial para os meus alunos do 11º M, que me pediram sugestões de boa música para descobrir nestas férias. Se não gostarem, quero que me digam porquê.