quarta-feira, 11 de julho de 2012

Microbiblioteca básica de Filosofia

Várias pessoas (alunos e não só) me têm pedido para lhes indicar três ou quatro livros que sejam acessíveis e lhes dêem uma boa ideia do que é a filosofia, munindo-as também dos rudimentos necessários para começar a intervir na discussão filosófica de uma forma mais informada, rigorosa e disciplinada.

Bem vistas as coisas, o que me pedem é ideias para uma microbiblioteca básica de filosofia. Sugiro seis -- não apenas três ou quatro -- livros que apresentam a filosofia por vias diferentes: 

1) uma introdução geral, abordando os principais temas e problemas da filosofia; 
2) uma história da filosofia, para familiarizar o leitor com a tradição filosófica, os diferentes contextos filosóficos e seus principais protagonistas; 
3) um dicionário de filosofia, que é uma ferramenta a ter sempre à mão para esclarecer dúvidas e compreender melhor certas ideias e conceitos; 
4) um exemplo directo e actual de como se faz filosofia; 
5) um exemplo vivo do diálogo entre filósofos e pessoas comuns; 
6) um clássico da filosofia para começar.

1. Há, felizmente, muito boas introduções à filosofia para escolher, em língua portuguesa: a de Nigel Warburton, a de Simon Blackburn, a de Daniel Kolak e Raymond Martin, entre outras. Mas sugiro antes a de James Rachels, por ser clara, acessível e rigorosa (como as outras), mas num tom menos escolar do que a de Warburton, menos exigente para quem se inicia do que a de Blackburn e mais informativa e abrangente do que a de Kolak e Martin. 

James Rachels, Problemas da Filosofia (Gradiva)



2. Também há várias histórias da filosofia à escolha, algumas delas em vários volumes. Porém, a melhor porta de entrada para a história da filosofia é o mais recente livro de Nigel Warburton. Uma Pequena História da Filosofia inclui 40 curtos capítulos (de cerca de 5 páginas) sobre outros tantos protagonistas e momentos altos da tradição filosófica, desde os primórdios aos nossos dias. É um livro muito acessível, informativo, interessante e de leitura quase compulsiva.

Nigel Warburton, Uma Pequena História da Filosofia (Edições 70)



3. Há, talvez, ainda mais dicionários de filosofia publicados do que histórias da filosofia, alguns deles excelentes. Contudo, quase sempre têm um de dois problemas: ou têm demais para quem está a dar os primeiros passos ou têm de menos para quem quer avançar um pouco mais do que isso. Essa foi a razão principal que me levou a organizar o Dicionário Escolar de Filosofia, pelo que me arrisco a sugerir um livro do qual sou autor, entre vários outros colaboradores com mais competência científica do que eu próprio.

Aires Almeida (org.), Dicionário Escolar de Filosofia (Plátano)



4. Exemplos directos de como se faz filosofia são as obras dos próprios filósofos: de Platão, Aristóteles, Descartes, Hume, Kant, Hegel, Husserl, Russell, Sartre. Acontece que a maior parte dos livros destes filósofos não foram escritos a pensar sobretudo no leitor comum, além de muitos deles terem sido escritos há muitos anos, com um estilo, uma linguagem e exemplos próprios dessas épocas, dificultando naturalmente a compreensão do leitor actual sem qualquer treino na matéria. Filosofia em Directo, de Desidério Murcho é, pelo contrário, um livro em que se discutem as questões filosóficas numa linguagem actual e a pensar precisamente no leitor comum, mesmo no leitor sem treino filosófico.

Desidério Murcho, Filosofia em Directo (Fundação Francisco Manuel dos Santos)



5. Muitas pessoas pensam nos filósofos como seres distantes que discutem questões que pouco ou nada dizem respeito às pessoas comuns. Um exemplo vivo que contraria essa ideia encontra-se no livro Que Diria Sócrates?, no qual vários filósofos profissionais respondem a questões colocadas por pessoas com diferentes formações e preocupações. Trata-se das questões filosóficas de sempre a partir de exemplos actuais. É uma boa maneira de ver os filósofos dialogar com todo o tipo de pessoas, desafiando-as a pensar melhor e a reavaliar as suas ideias.

Alexander George (org.), Que Diria Sócrates? (Gradiva)



6. Como disse atrás, os clássicos da filosofia nem sempre são de fácil acesso a principiantes. Mas há, mesmo assim, obras que conseguem ser suficientemente acessíveis e que podem proporcionar um primeiro e compensador contacto directo com as ideias dos grandes filósofos. Meditações Sobre a Filosofia Primeira, de Descartes, é um bom começo. Descartes era um filósofo que procurava escrever de forma acessível sobre alguns dos mais centrais problemas da filosofia. Nesse clássico da filosofia ocidental são tratados problemas de metafísica, de epistemologia e até de filosofia da religião, que são algumas das mais importantes disciplinas filosóficas.

Descartes, Meditações Sobre a Filosofia Primeira (Almedina)



Esta é a biblioteca filosófica básica mais pequena que me ocorre.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Resultados dos exames


Os alunos do 11º N que fizeram o exame de Filosofia já devem ter visto os seus resultados. A média nacional dos alunos internos foi de 8,9 valores (juntando os externos, foi de 7,8). Embora alguns alunos não se sintam completamente satisfeitos, pode-se dizer que os resultados até não foram maus, pois não houve negativas na turma e a média geral foi bastante acima da média nacional. Houve até um de vós que obteve no exame uma nota (17 valores) ligeiramente melhor do que a que eu lhe atribuí no final do ano.  

Comparando a vossa média de exame com a média geral da classificação interna, verifica-se que ficaram 1,5 valores abaixo da minha avaliação: a vossa média interna foi de 14 valores e a do exame 12,5. Espero que não se tenham arrependido de terem optado por fazer o exame de Filosofia.  

Dado que a foto acima do 11º N (a minha única turma de humanidades do 11º ano) já foi algures publicada, presumo que os alunos fotografados não levantem qualquer objecção à sua inclusão aqui. Se houver, é só dizerem, que eu removo a foto. De qualquer modo, só há ali um figurão a destoar. Boas férias!


domingo, 24 de junho de 2012

Usar a cabeça

É na cabeça que, além do cérebro, estão também os olhos e os ouvidos. Olhos e ouvidos que, por sua vez, dão trabalho ao cérebro e o estimulam. Há quem diga que as férias escolares são a altura para deixar o cérebro em paz. Mas quando o cérebro é deixado em paz, são os olhos e os ouvidos que acabam por sair massacrados com todo o tipo de ruído visual e auditivo a invadir-nos sem qualquer filtro. 

Para aqueles que concordarem com o que disse atrás, deixo aqui algumas sugestões para as férias e que, em minha opinião, são bons alimentos para os olhos, os ouvidos e o cérebro. Penso que são sugestões adequadas a jovens dos 16-18 anos e respondem aos pedidos de sugestões de leitura, filmes e música que alguns alunos que fizeram.

Começo com uma sugestão que se destina simultaneamente aos olhos e ouvidos: Refiro-me ao concerto dos MozArt GROUP, um quarteto de cordas polaco mundialmente conhecido por tocar música clássica (e não só) com muito humor.  O concerto é no Teatro Tempo, aqui em Portimão, já no próximo dia 28 de Junho. Mas também irão passar pelo CCB, em Lisboa (dia seguinte) e pelo Casino da Figueira da Foz (dia 30). Aposto que mesmo quem não está habituado a ouvir música clássica irá gostar muito. Pena é que os bilhetes sejam um bocado carotes para tempos de crise (20 a 22 €).



Deixando os olhos descansar um pouco, e mudando de registo musical, sugiro Bad As Me, o último disco de Tom Waits. Não é o tipo de cantor que os adolescentes costumem ouvir, mas por isso mesmo o sugiro, pois é sempre bom alargar os horizontes musicais em vez de estar sempre a ouvir a mesma coisa.



Passando de novo para a cabeça inteira, recomendo dois filmes: um com alguns anos e outro mais recente. Estou a falar, em primeiro lugar, de Blade Runner, um filme de referência dos anos 80 do século XX, do realizador Ridley Scott, baseado num conto de ficção científica de Philip K. Dick, um dos melhores escritores do género. O segundo é Meia Noite em Paris, o último filme de Woody Allen. Este não é dos melhores filmes de Woody Allen, mas também não é dos piores. É um filme em que Woody Allen procura de forma divertida desmistificar a ideia de que a nossa época é desinteressante, quando comparada com outras épocas que habitam o imaginário de muitas pessoas cultural e artisticamente nostálgicas. Além de brincar com o lado fútil da arte e da cultura, é um filme visualmente agradável, em que a cidade de Paris surge com um encanto especial, mas discreto.



Por fim, recomendo dois livros. O primeiro é Admirável Mundo Novo, um clássico do século XX de Aldous Huxley, cuja história continua a inquietar os seus leitores. O segundo é A Vida de Pi, de Yann Martel, o jovem escritor canadiano nascido em Salamanca. Este é um premiado livro de 2001, que consegue tornar viva e credível uma incrível e emocionante aventura.


  

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Prova de exame e critérios de classificação

A prova da primeira fase do exame de Filosofia está feita. O que vos pareceu? No topo da coluna aqui ao lado faço uma pequena sondagem na qual vos convido a participar.

Quanto a mim, ainda deixa bastante a desejar, apesar de ser um pouco melhor do que os testes intermédios. Ainda assim, lá se encontra uma pergunta de escolha múltipla, a 2.3 do grupo II, em que nenhuma das opções dadas é verdadeira.

Também não se compreende como a estética e a filosofia da religião ficam de fora da prova, ao passo que se insiste no filosoficamente desinteressante tema da retórica. Aliás, o próprio programa prevê apenas 3 aulas para o tema "Argumentação e retórica", que é cerca de um terço das aulas previstas para a estética ou, em alternativa, a filosofia da religião.

De resto, encontra-se lá muito para decorar e despejar. Vá lá que o teste continha uma pergunta - a última - para os alunos argumentarem, coisa que não aconteceu nos testes intermédios.

O teste pode ser visto aqui e os critérios gerais de classificação aqui.

domingo, 10 de junho de 2012

Orientações para o exame de Filosofia

Aulas
Foto: Aires Almeida

Os alunos do 11º ano que escolheram fazer exame de Filosofia, devem ter em conta as respectivas orientações, que podem encontrar aqui.

Aproveito para desejar boa sorte na realização da prova. E bem precisam disso, pois, a avaliar pelos testes intermédios, já teriam sorte se as perguntas da prova fossem realmente sobre questões filosóficas. Esperemos que sim.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A clonagem humana é eticamente inaceitável, argumenta a Oxana



Este ensaio discute se a clonagem humana é uma prática eticamente aceitável ou não. A posição aqui defendida é que a clonagem não é moralmente admissível.
Irei abordar apenas a clonagem humana reprodutiva e não a clonagem terapêutica. Em primeiro lugar, é necessário perceber o que é a clonagem e como funciona. A clonagem é um processo que permite a criação de indivíduos geneticamente iguais, isto é, com o mesmo ADN. Ao contrário da reprodução natural, que resulta da junção do material genético de ambos progenitores (o óvulo funde-se com o espermatozóide), a clonagem é uma reprodução assexuada, ou seja, não recorre ao acto sexual, e o material genético dos descendentes é igual ao do procriador. Quando é feita para fins reprodutivos, a clonagem realiza-se por transferência nuclear, que consiste na junção do núcleo de uma célula com um ovócito enucleado. Este óvulo é depois estimulado, o que o leva a dividir-se e a desenvolver-se, transformando-se depois num embrião que pode ser transferido para o útero de uma fêmea/mulher. O indivíduo que daí surgir, será um clone, uma cópia genética do dador do núcleo.
Existem várias objecções à clonagem humana reprodutiva, tais como: o argumento das relações familiares (um clone traria mudanças a nível familiar, pois as relações familiares seriam artificiais e anómalas), o risco da instrumentalização (a clonagem humana fomenta a instrumentalização dos seres humanos que serão utilizados pelos progenitores para a concretização de objectivos que eles próprios não atingiram) e o apelo à natureza (a clonagem humana é antinatural), entre outros. Porém, estes argumentos são fáceis de descartar. Actualmente existem outros modelos de família além das tradicionais (mãe, pai e filhos), como por exemplo as famílias homossexuais, os divórcios, os segundos casamentos e as adopções, que são capazes de satisfazer as necessidades afectivas e emocionais dos seus membros e, deste modo, a família à qual pertencerá o clone não irá ser muito diferente da família convencional. O próprio conceito de natureza não é completamente claro e a fronteira entre o que é natural e o que é contranatural não foi estabelecida, já para não referir que, aceitando este argumento, teríamos de excluir também as várias formas de reprodução assistida e outras intervenções médicas. Assim, o argumento de que a clonagem é antinatural acaba por ser pouco persuasivo.
Porém existem outros argumentos que são bastante mais fortes  e que corroboram a minha posição: o argumento da identidade, o argumento da eugenia e o argumento dos custos humanos. Os defensores do argumento da identidade afirmam que a clonagem reprodutiva é eticamente errada porque implica a perda de identidade do clone e fere a sua dignidade. A objecção a este argumento é que a clonagem não iria produzir cópias iguais da mesma pessoa, apenas iria produzir indivíduos com o mesmo ADN, com o mesmo genótipo, como acontece com os gémeos idênticos. Visto que estariam enquadrados em meios diferentes, o clone e o seu dador iriam ter personalidades e mentalidades diferentes, ou seja, não seriam a mesma pessoa. Ainda assim, e de acordo com os apoiantes da clonagem, esta prática só seria permitida com o consentimento do seu dador. Ora, se o genótipo não é identidade, por que razão haveria o dador de impedir a criação de um clone seu? Se esse clone não é o dador e o dador não é o clone porque é que o dador teria de consentir que fosse clonado? Isto significa que o ADN é muito importante para a identidade de um indivíduo e, à luz desta ideia, teríamos de rever qual é afinal a identidade de um clone e de que modo isso irá influenciar o próprio clone e a sociedade.
Outro argumento que se opõe a clonagem é o argumento do perigo da eugenia. A eugenia é uma tentativa de manipular as características genéticas de um ser, seleccionando e eliminando os embriões com características indesejáveis (doenças físicas e mentais graves) e acrescentando características desejáveis (beleza, inteligência) aos mesmos, de forma a melhorá-los. A eugenia é uma ideia bastante real, já que actualmente a modificação do genoma é muito praticada, especialmente na produção de alimentos transgénicos (organismos geneticamente modificados) que aguentam melhor as pragas e têm um rápido crescimento. De acordo com os defensores deste argumento, a clonagem poderá facilitar a eugenia positiva e o seu possível uso malévolo. A preocupação geral da eugenia não é tanto a criação de exércitos de clones (o que também é um risco), é a comercialização dos próprios clones e a sua escravização. A facilidade de utilização dos clones na escravatura é possibilitada pelo facto de os clones serem cópias genéticas de pessoas já existentes, ou seja, nada, nem ninguém “daria por falta” de um clone. Actualmente existe uma grande possibilidade de um movimento eugénico ser cuidadosamente preparado, pelas grandes empresas e potências comerciais, longe dos olhos públicos. Na verdade, empresas que estão encarregadas de assegurar a clonagem humana, como a Geron e Advanced Cell Thecnology, já estão patenteadas por outras empresas internacionais, o que lhes dá o direito legal de propriedade sob os futuros clones humanos e as células humanas estaminais. A criação dos clones trará negócios bastante vantajosos para estas empresas, já que seriam também um óptimo banco de órgãos. Algumas pessoas poderão dizer que não há uma ligação necessária entre a clonagem humana e a eugenia. Contudo, essa possibilidade existe. Se nem mesmo a exploração infantil de crianças é capaz de travar as ambições económicas das potências comerciais, como podemos ter a certeza de que os clones (com as características necessárias) não serão utilizados para o mesmo propósito? A clonagem humana reprodutiva só seria possível se tivéssemos a completa certeza de que os clones humanos não iriam ser utilizados para proveito de determinadas entidades ou pessoas. Mas como no mundo actual isso ainda não está garantido, a clonagem seria eticamente errada.
Outra objecção à clonagem humana reprodutiva é o argumento dos custos humanos. Este argumento parte da premissa de que a técnica da clonagem humana reprodutiva, no seu actual estado, produz inevitavelmente muitos indivíduos defeituosos, com sérios problemas físicos e mentais. É verdade que a taxa de sucesso da clonagem é extremamente baixa, pois cerca de 95% à 98% das tentativas resultam em abortos ou malformações. A ovelha Dolly (o primeiro mamífero a ser clonado) foi a única sobrevivente das 227 tentativas de clonagem que foram feitas, para além de que morreu prematuramente com 6 anos, quando a média de vida era 12. Sendo assim, será que os eventuais benefícios da clonagem compensam a destruição de tantos embriões, fetos e possivelmente clones bebés acabados de nascer? Quem irá assumir a responsabilidade de destruição de uns e a sobrevivência de outros? E quem nos irá garantir que os clones bebés não nascerão com mutações ou doenças congénitas e que tenham uma vida tão longa como a de um ser humano? Sem respondermos com convicção a estas questões, não podemos tomar a clonagem humana reprodutiva como eticamente correta. Apesar de a clonagem poder ser uma resposta para a infertilidade, tendo em conta os custos e os riscos que este processo implica, não deve ser vista como a única alternativa. Decerto que haverá outras opções mais fiáveis.
Avaliando todos estes argumentos, compreende-se que a clonagem humana é um processo que ainda não foi desenvolvido, e é incerto, pelo que os seus riscos (sociais e étnicos) são muito elevados. A ciência realiza a experiência sem ter compreendido na totalidade o que é o ADN, como é composto, como funciona e que consequências tem, provando até ao momento a sua ineficácia. A clonagem é apenas um dos processos e será boa ou má dependendo do seu uso. Como ainda não se encontrou uma técnica de clonagem totalmente fiável e a sua taxa de sucesso é muito baixa, penso que tal prática não é eticamente aceitável.

Oxana Dimova, 11º N

Muito obrigado à Oxana pelo seu ensaio e pela autorização para o divulgar aqui.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Justiça social

Deixo aqui a apresentação sobre o problema da justiça social, que usámos nas nossas discussões nas aulas do 10º ano.

A existência de Deus

Deixo aqui a apresentação sobre o problema da existência de Deus, que usámos nas nossas discussões sobre o tema nas aulas do 10º ano.


Nota: alguns dos slides baseiam-se em exemplos adaptados do Cap. 2 do livro de James Rachels, Problemas da Filosofia (Gradiva).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Preparação para o exame nacional


Aos alunos que escolheram fazer exame nacional de Filosofia, deixo aqui uma sugestão para melhor se prepararem. Preparação para o Exame nacional 2012 - Filosofia (da Porto Editora) é um livro que está de acordo com as orientações para o exame e inclui resumos, questões, testes modelo e respectivas soluções. Os seus autores, Pedro Galvão e António Lopes,  são a melhor garantia da qualidade científica e didáctica do livro.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cientificidade

Foto de Aires Almeida

A propósito da solução de Karl Popper  para o chamado "problema da demarcação" um aluno mostrou-me um apontamento colhido não sei bem onde, no qual se dizia o seguinte:

Popper defende que uma teoria é científica se, e só se, for empiricamente falsificável.

A minha pergunta é: acham isto correcto? Será mesmo isso que Popper defende? Eu acho que isto está errado. E o leitor concorda comigo? Porquê?