Os alunos que estão a a trabalhar o tema da inteligência artificial para o ensaio filosófico, bem como todos os interessados no assunto, irão ter uma boa oportunidade para aprender algo mais sobre o assunto no próximo dia 29 (sexta-feira), às 15:00 horas. O auditório da escola irá receber Porfírio Silva, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica, para a apresentação do seu livro Das Sociedades Humanas às Sociedades Artificiais (Âncora Edições). O autor foi o convidado da XI Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes, realizada no passado ano lectivo, e veio falar precisamente sobre o tema. Estão todos convidados.
sábado, 16 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Direitos dos animais: leituras
Os alunos do 10º ano que escolheram escrever um ensaio filosófico sobre o tema dos direitos dos animais, têm aqui algumas indicações de leituras.
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 10 (volume 2) sobre este tema.
Outras leituras:
Os animais têm direitos?, de Pedro Galvão
Os direitos dos animais, de Michael Tooley
Toureiro: assassino ou agente cultural?, de Pedro Madeira
Existem já vários livros em português sobre o estatuto moral dos animais não humanos. O filósofo Peter Singer tem vários livros traduzidos para português, na maioria dos quais aborda o problema, argumentando a favor da ideia de que os animais têm direitos.
Há, contudo, um livro que vale a pena destacar. Trata-se do livro Os Animais têm Direitos?, organizado por Pedro Galvão, do qual foi retirado o primeiro texto acima indicado. Neste livro reunem-se alguns dos principais textos filosóficos a favor e contra a ideia de que os animais têm direitos e que direitos são esses.
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 10 (volume 2) sobre este tema.
Outras leituras:
Os animais têm direitos?, de Pedro Galvão
Os direitos dos animais, de Michael Tooley
Toureiro: assassino ou agente cultural?, de Pedro Madeira
Existem já vários livros em português sobre o estatuto moral dos animais não humanos. O filósofo Peter Singer tem vários livros traduzidos para português, na maioria dos quais aborda o problema, argumentando a favor da ideia de que os animais têm direitos.
Há, contudo, um livro que vale a pena destacar. Trata-se do livro Os Animais têm Direitos?, organizado por Pedro Galvão, do qual foi retirado o primeiro texto acima indicado. Neste livro reunem-se alguns dos principais textos filosóficos a favor e contra a ideia de que os animais têm direitos e que direitos são esses.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Clonagem humana: leituras
Os alunos do 11º ano que escolheram escrever um ensaio filosófico sobre o tema da clonagem humana reprodutiva, têm aqui algumas indicações de leituras.
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 11 sobre este tema.
Outras leituras:
A sabedoria da repugnância, de Leon R. Kass
Por que me oponho à clonagem humana?, de Jeremy Rifkin
A pobreza das objecções à clonagem humana reprodutiva, de John Harris
Clonagem: a objecção da manufactura, de David Elliott
O estatuto moral da clonagem humana, de Michael Tooley
Será a clonagem humana uma prática eticamente aceitável?, de David Nunes
Alguns alunos não têm dificuldade em ler o inglês. Para esses, e à falta de bons livros em português sobre a ética da clonagem, recomendo o livro On Cloning, de John Harris, que é muito claro e procura discutir o tema de forma neutral. Assim, sempre podem aplicar os vossos conhecimentos da língua inglesa, ao mesmo tempo que aprendem filosofia. O livro pode-se encomendar facilmente pela net (a um preço de cerca de 6 Euros, com portes incluídos).
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 11 sobre este tema.
Outras leituras:
A sabedoria da repugnância, de Leon R. Kass
Por que me oponho à clonagem humana?, de Jeremy Rifkin
A pobreza das objecções à clonagem humana reprodutiva, de John Harris
Clonagem: a objecção da manufactura, de David Elliott
O estatuto moral da clonagem humana, de Michael Tooley
Será a clonagem humana uma prática eticamente aceitável?, de David Nunes
Alguns alunos não têm dificuldade em ler o inglês. Para esses, e à falta de bons livros em português sobre a ética da clonagem, recomendo o livro On Cloning, de John Harris, que é muito claro e procura discutir o tema de forma neutral. Assim, sempre podem aplicar os vossos conhecimentos da língua inglesa, ao mesmo tempo que aprendem filosofia. O livro pode-se encomendar facilmente pela net (a um preço de cerca de 6 Euros, com portes incluídos).
Inteligência artificial: leituras
Os alunos do 11º ano que escolheram escrever um ensaio filosófico sobre o tema da inteligência artificial, têm aqui algumas indicações de leituras.
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 11 sobre este tema.
Outras leituras:
Poderão as máquinas pensar?, de James Rachels
Podem as máquinas pensar?, de Paul Sagal
Máquinas que pensam, de Carlos Orsi Martinho
O pensamento dos animais, de Robert M. Martin (não é directamente sobre este problema, mas pode ajudar a compreender o que é pensar).
O primeiro dos textos anteriores é tirado do livro Problemas da Filosofia, que se pode encontrar na biblioteca da escola, e cujo Capítulo 7: Poderá uma máquina pensar? vale bem a pena ser lido.
O segundo dos textos é, por sua vez, tirado do livro Mente, Homem e Máquina. Trata-se de um pequeno livro em forma de diálogo e que também vale a pena ler.
A leitura obrigatória é o capítulo do manual A Arte de Pensar - 11 sobre este tema.
Outras leituras:
Poderão as máquinas pensar?, de James Rachels
Podem as máquinas pensar?, de Paul Sagal
Máquinas que pensam, de Carlos Orsi Martinho
O pensamento dos animais, de Robert M. Martin (não é directamente sobre este problema, mas pode ajudar a compreender o que é pensar).
O primeiro dos textos anteriores é tirado do livro Problemas da Filosofia, que se pode encontrar na biblioteca da escola, e cujo Capítulo 7: Poderá uma máquina pensar? vale bem a pena ser lido.
O segundo dos textos é, por sua vez, tirado do livro Mente, Homem e Máquina. Trata-se de um pequeno livro em forma de diálogo e que também vale a pena ler.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Eutanásia: leituras
Os alunos do 10º ano que escolheram escrever um ensaio filosófico sobre o problema ético da eutanásia, têm aqui algumas indicações de leituras.
As leituras obrigatórias são as seguintes:
O problema ético da eutanásia, de Faustino Vaz
Eutanásia, de Helga Kuhse
Outras leituras:
Eutanásia: Emergindo da sombra de Hitler, de Peter Singer
Eutanásia, de Philippa Foot
Será a eutanásia moralmente aceitável? de Ekaterina Kucheruk
O erro da eutanásia, de J. Gay-Williams
Existe também, traduzido para português, um bom livro com alguns ensaios importantes sobre o assunto ( a favor e contra), e que se pode encontrar na biblioteca da escola. Trata-se do livro Eutanásia: As Questões Morais, de Robert Baird e Stuart Rosenbaum (Bertrand Editora).
O Capítulo 2 do livro Ética Aplicada - Uma Abordagem Não Consequencialista, o filósofo David Oderberg apresenta de forma clara alguns argumentos contra a eutanásia.
Por sua vez, o filósofo Peter Singer, no Capítulo 7 do seu livro Ética Prática, defende a perspectiva contrária. Ambos os livros estão disponíveis na biblioteca da escola.
As leituras obrigatórias são as seguintes:
O problema ético da eutanásia, de Faustino Vaz
Eutanásia, de Helga Kuhse
Outras leituras:
Eutanásia: Emergindo da sombra de Hitler, de Peter Singer
Eutanásia, de Philippa Foot
Será a eutanásia moralmente aceitável? de Ekaterina Kucheruk
O erro da eutanásia, de J. Gay-Williams
Existe também, traduzido para português, um bom livro com alguns ensaios importantes sobre o assunto ( a favor e contra), e que se pode encontrar na biblioteca da escola. Trata-se do livro Eutanásia: As Questões Morais, de Robert Baird e Stuart Rosenbaum (Bertrand Editora).
O Capítulo 2 do livro Ética Aplicada - Uma Abordagem Não Consequencialista, o filósofo David Oderberg apresenta de forma clara alguns argumentos contra a eutanásia.
Por sua vez, o filósofo Peter Singer, no Capítulo 7 do seu livro Ética Prática, defende a perspectiva contrária. Ambos os livros estão disponíveis na biblioteca da escola.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Será que basta fazermos o bem para sermos boas pessoas?
Esta é uma das perguntas que coloquei aos meus alunos do 10º ano no seu último teste de filosofia. A resposta não se encontra em manual algum; é mesmo para os alunos pensarem por si, tendo em conta, como seria de esperar, o que foi discutido nas aulas. Quem quiser, pode deixar a sua resposta na caixa de comentários
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A coisa mais perigosa que há
Numa das aulas do 11º ano estava eu a tentar explicar que o conhecimento e a mera crença são coisas muito diferentes, quando uma aluna me perguntou mais ou menos o seguinte:
- Ok, as crenças podem ser falsas e crenças falsas não são conhecimento, mas qual é, afinal, o problema em termos crenças falsas? Por que razão os filósofos se afligem tanto com isso? É certo que podemos estar enganados, mas que mal há em estarmos enganados?
Achei a pergunta bastante oportuna e interessante. Oportuna porque permitiu esclarecer algo que muitas vezes nós, professores, damos inadvertidamente como adquirido. Interessante porque é o género de pergunta tipicamente filosófica: um desafio para discutir questões básicas.
Disse à aluna que havia duas maneiras de lhe responder.
Em primeiro lugar, é importante para os filósofos distinguir o conhecimento da mera crença porque a filosofia consiste, afinal, na procura da verdade. Um filósofo que não se importa com o conhecimento é alguém que provavelmente também não se importa com a verdade, uma vez que a verdade é condição necessária para o conhecimento. Assim, um filósofo que se desinteressa pela verdade acaba por ser um filósofo que não se interessa pela filosofia (por estranho que pareça, há filósofos assim). Claro que esta resposta começa por ser insatisfatória, pois o que a aluna está precisamente a fazer é a pôr em causa (legitimamente, diga-se) o interesse da própria investigação filosófica. Uma resposta mais razoável, sem ter de invocar o valor intrínseco do conhecimento, é sublinhar que este torna a nossa vida mais rica, porque mais autêntica. Viver uma vida baseada em falsidades e enganos é viver uma vida diferente da que pensamos estar a viver; uma vida, de certo modo, fictícia.
Em segundo lugar, é importante evitar ter crenças falsas porque as crenças falsas são a coisa mais perigosa do mundo. Ao contrário do que muitas vezes se diz, a principal causa de morte do mundo não são as guerras nem a pobreza nem a fome nem os acidentes cardiovasculares nem os acidentes de viação. A principal causa de morte no mundo são precisamente as crenças falsas. Morrem a todo o momento pessoas porque têm a crença falsa de que estão de saúde, dispensando-se, por isso, de ir ao médico; porque têm a crença falsa de que determinados alimentos são saudáveis quando são, afinal, venenosos; porque acreditam que conduzir a alta velocidade os faz chegar mais cedo ao destino quando os impede, afinal, de lá chegar; porque crêem firme, mas erradamente, que a sua ideologia política, o seu país ou o seu credo religioso legitimam a eliminação dos seus inimigos. São tantas vezes crenças falsas que levam inocentes ao castigo, e até à pena de morte, deixando tantas vezes criminosos sem castigo. São sempre crenças falsas que estão na origem de tantas injustiças. Foram crenças falsas acerca da natureza supostamente inferior da mulher que causaram a sua submissão aos homens no passado (acreditava-se, por exemplo, que as mulheres, ao contrário dos homens, não tinham alma). Foi a crença falsa de que os negros não passavam de meros animais que justificou durante séculos a sua escravidão. Foi a conjugação de duas crenças falsas, nomeadamente a de que há raças superiores e a de que as pessoas das raças supostamente inferiores não têm os mesmo direitos que as pessoas de raças superiores, que levou os nazis a exterminar milhões de inocentes. Bem vistas as coisas, a maior parte dos males cometidos pelos seres humanos têm origem em crenças falsas. E muitos dos males do passado deixaram de se cometer porque fomos capazes de rever essas crenças. Não tivesse Édipo (lembram-se da tragédia de Sófocles?) crenças falsas acerca de Jocasta, sua mãe, e não teria certamente acabado por furar os seus próprios olhos.
Em suma, evitar ter crenças falsas torna-nos melhores e, portanto, torna também o mundo bastante melhor.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
A música é capaz de representar algo?
O Cisne, do compositor francês Camille Saint-Saëns, faz parte da suite musical O Carnaval dos Animais. João Miguel Cunha (na viola de arco) e João Pedro Cunha (no violino) ofereceram-nos uma interpretação desta peça, originalmente composta para dois pianos e orquestra, na abertura da conferência sobre filosofia da música, que se realizou na passada sexta-feira na nossa escola.
Vale a pena ter em conta o título enquanto se escuta com atenção esta peça. Conseguem relacionar uma coisa com a outra? Será que a música pode representar algo, quer se trate de cisnes ou de outra coisa qualquer? Se pode, de que maneira o faz? Um famoso crítico musical austríaco do séc. XIX, Eduard Hanslick, defende no seu livro Do Belo Musical, considerado o livro fundador da filosofia da música, que a música nada mais representa a não ser ideias musicais. Concordam? Eis mais um exemplo de um problema de filosofia da música.
terça-feira, 22 de março de 2011
Filosofia da música
O que é a música? Há quem se apresse a responder que a música, ao contrário do simples ruído, é som organizado. Bom, mas quando falamos também estamos a produzir sons organizados e isso não é música. O que distingue, pois, um evento sonoro musical de um evento sonoro não musical? Este é o problema da definição de música. E, apesar de poder interessar também os musicólogos, é um problema filosófico: é um problema de filosofia da música.
Eis outro problema de filosofia da música, mais precisamente de ontologia da música: que tipo de objecto é uma obra musical? Será uma entidade concreta, situada no espaço e no tempo, como o quadro Mona Lisa, por exemplo? Ou será antes algo abstracto, como é, talvez, o caso dos números? Pensemos na 5ª Sinfonia de Beethoven. Se essa obra do compositor alemão for uma entidade concreta (um particular concreto, como dizem os filósofos), onde se encontra ela? Na gravação em CD que tenho agora na minha mão, ou nos milhares de outras gravações diferentes que se encontram nas mãos de outras pessoas? Mas, se está em tantos sítios diferentes ao mesmo tempo, será coerente afirmar que existe apenas uma 5ª Sinfonia de Beethoven? Talvez essa obra se encontre apenas na partitura que todas essas interpretações tomam como referência. Acontece que a partitura é papel pintado e papel pintado não é música. Não será a obra, afinal, o que estava na mente de Beethoven quando ele escreveu a partitura? Bom, mas se a obra estiver na mente do compositor, então ela já não existe, pois o compositor já morreu. Talvez a 5ª Sinfonia de Beethoven seja antes algo que existe e sempre existiu (uma determinada estrutura sonora) e que o compositor alemão se limitou a descobrir. Mas, nesse caso, a obra não é uma criação humana e Beethoven não é realmente um compositor. Problema difícil, este!
Já agora, o que nos permite dizer que uma dada execução musical é uma interpretação da 5ª Sinfonia de Beethoven? O critério será estar de acordo com a partitura, isto é, com o conjunto das instruções dadas pelo seu autor? Nesse caso, se um executante se enganar numa nota e der um Ré onde, por exemplo, está um Dó, continuaremos perante uma interpretação da mesma obra? Diríamos que sim. Afinal, trata-se apenas de uma nota diferente do que está na partitura. Mas, se uma nota não faz diferença, por que razão duas haveriam de fazer? E, já gora, três? E quatro? E ...? Em que consiste, então, a identidade de uma obra musical? Humm...
Um aspecto que todos destacam na música é o seu poder expressivo: as pessoas falam frequentemente na capacidade de a música exprimir emoções. Mas o que quer isso dizer? Em que sentido a música exprime emoções? Será que há mesmo emoções (como tristeza, alegria, euforia, raiva, etc.) na música? Como assim? As emoções são, ou envolvem, estados mentais e é simplesmente disparatado acreditar que a música tem estados mentais; ela é apenas som. Talvez a música não exprima realmente emoções, mas se limite a despertar emoções no ouvinte e, assim, a tristeza, euforia, alegria, etc. estejam apenas em quem ouve. Nesse caso, diferentes ouvintes poderão ter emoções diferentes perante a mesma obra musical. Só que isso não bate certo com o facto inegável de pessoas diferentes, em estados emocionais diferentes, serem capazes de concordar que determinada peça musical é triste ou que é alegre. Podemos estar alegres e reconhecer que a música que ouvimos é triste; e vice-versa. Parece, afinal, que há qualquer coisa na música que nos faz dizer que é triste ou que é alegre. Mas o quê e como? E, já agora, por que razão havemos de querer ouvir música triste (ou música que nos causa tristeza), apesar de, em condições normais, evitarmos estar tristes?
Como se vê, há aqui muito para discutir. Estas foram precisamente algumas das questões abordadas por Vítor Guerreiro na XII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes, realizada na passada sexta-feira. A conferência cedo se transformou num animado debate, graças à intervenção empenhada de vários participantes, alunos e professores. E a conversa prolongou-se até ao fim da tarde.
sábado, 12 de março de 2011
Filosofia e música
Estão todos convidados para a XII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes. A conferência será proferida por Vítor Guerreiro e o tema é a filosofia da música. É já na próxima sexta-feira.
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