sábado, 12 de março de 2011

Filosofia e música

Estão todos convidados para a XII Conferência de Filosofia da Teixeira Gomes. A conferência será proferida por Vítor Guerreiro e o tema é a filosofia da música. É já na próxima sexta-feira. 

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Teste intermédio: uma opinião

Vale a pena ler aqui a opinião de Carlos Café, professor desta escola, sobre o teste intermédio de filosofia. O artigo avalia os diversos aspectos do teste, seja do ponto de vista de quem o concebeu como do ponto de vista de quem o realizou e também de quem o corrigiu. Devo acrescentar que subscrevo as críticas aí expostas.

Aproveito também para informar que a média dos alunos da nossa escola no teste intermédio foi de 10,4 valores. É, contudo, importante sublinhar que os alunos estrangeiros com dificuldades na língua portuguesa não foram excluídos da realização do teste, o que teve a sua influência na média geral, pois não são assim tão poucos como se possa pensar. O que vos parece?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Teste intermédio: o que vos pareceu?

Agora que o teste intermédio já foi realizado e que já passou algum tempo para pensar melhor no que fizeram, gostava de perguntar: o que vos pareceu? Valeu a pena ou não? O que foi mais acessível e onde tiveram mais dificuldades? E porquê? Deixem as vossas opiniões na caixa de comentários (e identifiquem-se, por favor). Quem quiser ver os critérios de classificação, pode abrir aqui.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Preparar o teste intermédio de Filosofia

Deixo aqui um teste, elaborado por Carlos Café, que pode servir como preparação para o teste intermédio de Filosofia a realizar na próxima terça-feira.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Opiniões sobre "Opiniões"

Eis algumas opiniões sobre a opinião atrás apresentada por Lady Coco. O que pensam de todas estas opiniões?

Opinião da Amélia
Concordo com a conclusão de Lady Coco, isto é, que a verdade não pode ser conhecida, mas não com o argumento. Não é por as pessoas discordarem que a verdade não pode ser conhecida, mas porque as nossas opiniões devem ser justificadas e, se formos rigorosos, encontramos sempre boas razões para duvidar de qualquer justificação. Por exemplo, pode-me parecer inteiramente justificada a crença de que tenho uma folha de papel à frente, pois vejo-a e toco-a, assim como outras pessoas a podem ver e tocar. Mas é sempre possível encontrar razões para duvidar dos nossos sentidos, pelo que a justificação não é satisfatória. Mas se as nossas crenças não forem satisfatoriamente justificadas, também não podemos falar de conhecimento.

Opinião do Belmiro
Não concordo com Lady Coco porque acho o seu argumento fraco. O argumento é fraco porque considero falsa a premissa que diz que as pessoas têm sempre opiniões diferentes acerca do que é ou não verdadeiro. A premissa é falsa, pois há uma enorme quantidade de coisas acerca das quais quase todas as pessoas concordam: que o fogo queima, que a Terra gira à volta do Sol, que Fernando Pessoa não escreveu Os Lusíadas, que três laranjas são mais laranjas que duas, que a França tem uma economia mais forte do que Portugal, etc. Assim, o autor não oferece uma boa razão para concluir o que pretende.

Opinião da Carolina
Não concordo, pois ainda que as pessoas discordem acerca de algo, daí não se segue que nenhuma delas tenha razão; segue-se apenas que não podem ter todas razão. Por exemplo, o facto de haver diferentes teorias acerca do desaparecimento da menina inglesa Maddie, não mostra que essas teorias são todas falsas, mas que não podem ser todas verdadeiras. Assim, uma das teorias pode ser verdadeira, ainda que muitas pessoas discordem dela, tal como era verdadeira a teoria heliocêntrica, mesmo quando a maior parte das pessoas ainda acreditava no geocentrismo. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Aula intercontinental de filosofia


A aula de Filosofia do 11º B da manhã de hoje foi diferente do habitual, pois contou com a participação de Desidério Murcho, através do Skype, directamente de Ouro Preto (Brasil). Os alunos puderam ver e ouvir Desidério Murcho responder, em directo, às suas perguntas sobre o cepticismo e a resposta cartesiana aos argumentos cépticos, mas também sobre o último e o próximo livros do Desidério, Filosofia em Directo e Compreender a Filosofia (a publicar em breve), respectivamente. A conversa foi agradável e instrutiva, sem interferências nem problemas de ordem técnica. Os alunos do 11º B ficaram muito satisfeitos com a aula e até pediram para repetir. Está prometido.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Opiniões




Concordam com o que diz Lady Coco?

«Afirmar que conhecemos seja o que for revela uma grande ingenuidade. A ingenuidade consiste em não ser capaz de perceber que, qualquer que seja o assunto em discussão, encontramos sempre diferentes opiniões em confronto. E a existência de diferentes opiniões mostra que nenhuma delas é verdadeira, pois se fosse claro que alguma delas era verdadeira não haveria lugar para diferentes opiniões. Assim, o facto de ninguém poder afirmar que diz a verdade mostra que a verdade não pode ser conhecida».  Lady Coco

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Filosofia em Directo


Há quem diga que os jornais portugueses estão cheios de más notícias. Mas o jornal Público de hoje traz uma excelente notícia: filosofia para todos, em discurso directo. Explicando melhor, quem comprar o jornal de hoje poderá também receber, por pouco mais de 3 Euros, o livro Filosofia em Directo, de Desidério Murcho, acabadinho de lançar pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Deixo aqui um pequeno excerto do livro, que até vem mesmo a calhar para o que estamos neste momento a discutir nas aulas do 10º ano.

«Quem pensa que, sem Deus, tudo seria permitido, considera que as nossas preferências não são suficientes para fundamentar o dever. Mas considera que as preferências de Deus o são. Interpretada literalmente, a ideia é implausível. Se a minha preferência, depois de passar pelo crivo do pensamento prudencial cuidadoso, não fundamenta o dever, a preferência de Deus ainda menos o poderia fazer. Se a minha preferência por beber água não me dá uma razão para beber água, a preferência de Deus não pode dar-me uma razão para a beber. Isto porque ou a preferência de Deus pela água é arbitrária, e nesse caso não me dá razão alguma para beber água precisamente por ser arbitrária, ou é razoável, e nesse caso é por ser razoável que me dá uma razão para beber água e não por ser uma preferência de Deus.
Para ser plausível, a ideia de que as preferências de Deus fundamentam o dever tem de ser reinterpretada. A ideia plausível é que um ser sumamente sábio saberá ver que preferências são realmente razoáveis. Esse ser será imune à ilusão humana, que nos faz preferir agora o que mais tarde consideramos desprezível, ou vice-versa. Além disso, sendo sumamente bom, esse Deus não quererá que agridamos alguém injustamente, devido a essa mesma pessoa. E nós teríamos então o dever de não a agredir devido a ela, e não apenas devido a Deus, sendo o desagrado deste apenas um indicador de que algo de errado estaríamos a fazer.
Contudo, nesta versão da ideia não é verdade que sem Deus tudo seria permitido, mas antes que sem Deus não teríamos alguém infalível para nos ajudar a distinguir o que é realmente preferível do que apenas parece que o é. Mesmo sem Deus, continuaríamos a ter preferências. E se são estas preferências o fundamento do dever, a inexistência hipotética de Deus não significaria que tudo era permitido.
Ter uma preferência é valorizar, e ambas são actividades humanas inevitáveis. E não só humanas: são também inevitáveis para qualquer ser que tenha um certo grau de sofisticação cognitiva. Podemos valorizar e preferir melhor ou pior, tendo mais ou menos consciência do que estamos a fazer, e podemos certamente errar muitas vezes, valorizando e preferindo o que depois descobrimos serem ilusões. Mas não podemos evitar valorizar e preferir, porque valorizar e preferir são constitutivas da acção e do pensamento.
Conclui-se daqui que quem declara que «hoje não há valores» está mergulhado em confusão. Há valores hoje como havia há duzentos anos e como haverá daqui a mil anos, se continuar a haver seres humanos ou outros seres capazes de valorizar coisas — porque quem é capaz de valorizar, é incapaz de não valorizar. Não podemos evitar valorizar umas coisas e não outras. Quem declara que não há valores, quer na verdade dizer que a maior parte das pessoas valorizam o que ele não valoriza e não valorizam o que ele valoriza. Mas se começar por nem saber exprimir cuidadosamente o que pensa, é porque não valoriza o pensamento rigoroso — algo que seria avisado valorizar.»

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conhecimento

Quais das seguintes afirmações são falsas e porquê?

1. Todo o conhecimento é crença.

2. Toda a crença é conhecimento.

3. É possível saber que P e não acreditar que P.

4. É possível acreditar justificadamente que P e não saber que P.

5. Toda a crença verdadeira é conhecimento.

6. É possível saber que P, e P ser falso.

7. Algumas crenças verdadeiras justificadas são conhecimento.

8. Todas as crenças verdadeiras justificadas são conhecimento.

9. Todo o conhecimento é crença verdadeira justificada.

10. Se alguém sabe que P, então sabe que sabe que P.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Jovens filósofos em acção


Antes de mais, Questões Básicas deseja um bom ano filosófico a todos.

Deixo aqui uma sugestão para todos os estudantes de filosofia do ensino secundário. Trata-se da segunda edição do prémio Jovem Filósofo, instituído pela Universidade da Beira Interior (Covilhã). O prémio, que se destina exclusivamente a alunos do ensino secundário, será atribuído ao melhor ensaio filosófico. O tema deste ano é «Porque fazemos aquilo que fazemos?» e os ensaios serão avaliados anonimamente por um júri especializado. As candidaturas podem ser apresentadas até ao dia 15 de Julho de 2011.

O regulamento do prémio pode ser lido aqui. Mãos à obra!