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terça-feira, 2 de março de 2010

Animais vs Animais

Nós, humanos, utilizamos os animais como alimento, agasalho, ou como simples cobaias em investigações com o intuito de alargarmos o nosso conhecimento. Também nos fazem companhia ou podem servir como diversão.

Todavia, será que devemos atribuir-lhes direitos ou podemos usá-los como bem entendermos?

«O homem não difere do animal senão em saber que o não é. É a primeira luz, que não é mais que treva visível. É o começo, porque ver a treva é ter a luz dela. É o fim, porque é o saber, pela vista, que se nasceu cego. Assim o animal se torna homem pela ignorância que nele nasce. »
Fernando Pessoa, A Hora do Diabo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Moral e religião


«Se Deus não existisse, tudo seria permitido», disse Dostoievski. A ideia aqui presente é que a distinção moral entre o bem e o mal (entre o moralmente certo e o moralmente errado ou entre o que deve e o que não deve ser feito) não depende da perspectiva de cada pessoa nem do que é socialmente aprovado; apenas Deus determina o que é moralmente certo e o que é moralmente errado. Mas será que o fundamento da moral é a religião? E será que a ilustração acima nos consegue dar algumas pistas sobre a resposta à pergunta anterior?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A moral incomoda. Porquê fazer o que nos incomoda?

Dizem-nos tantas vezes que não se deve fazer o que nos está mesmo a apetecer fazer; que é errado fazer o que nos dava mesmo jeito fazer; que temos a obrigação de fazer o que não nos convém mesmo nada fazer. Mas porquê? 

Por que não havemos de fazer simplesmente o que nos apetece ou o que mais nos interessa, independentemente de isso ser correcto ou não? Não é verdade que a moral nos atrapalha tantas vezes e que parece ir contra os nossos interesses pessoais? Sendo assim, por que havemos de ser morais? Por que não proceder como Jean-Baptiste Grenouille, a personagem principal do filme (e do livro) O Perfume, e simplesmente esquecer a moral? Algum dos leitores tem alguma ideia?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A natureza da ética

Desculpa, João, eu sei que agi mal, pois agi sem pensar. Deixei-me levar pelas minhas emoções e fiz asneira.

O que nos mostra isto acerca da teoria do emotivismo moral?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Objectivismo moral


Ana - Matar animais para os comer é moralmente errado. Não concordas Rui?
Rui - Não. Pelo contrário, matar animais para os comer nada tem de errado. E tu, Carla, concordas comigo ou concordas antes com a Ana?
Carla - Humm, para ser sincera, não sei bem. Estou algo confusa e não sei o que pensar sobre isso.

Tendo em conta que o objectivismo moral defende que o certo e o errado não dependem das opiniões de cada pessoa, será que tanto a Ana como o Rui e a Carla podem ser todos objectivistas?

domingo, 20 de dezembro de 2009

argumentos de carácter emocional


Na ultima aula de filosofia, o Prof. Aires chamou-me a atenção para o uso de argumentos de carácter emocional, no post do vegetarianismo, porque os nossos argumentos devem ser sempre racionais, caso contrário não são 100% filosóficos dado que a base da filosofia é a razão. Eu concordei com ele, se não fosse a razão o nosso guia filosófico, então muito provavelmente perdiamo-nos muitas vezes. Mas não sei porquê, naquele dia pus-me a pensar e cheguei à conclusão de que afinal, na minha opinião, claro está, a maioria, se não todos os argumentos têm uma base emocional, mesmo aqueles que parecem mesmo frios e desprovidos de algo mais que a razão. Ora vejamos, nós argumentamos para tentarmos convencer os outros de que estamos certos, e assim se conseguir chegar a uma verdade na discussão filosófica. Porém, por detrás daquilo que argumentamos costuma estar um desejo ou um medo, que são emoções. Por exemplo, no post do vegetarianismo, o Sérgio argumentava, porque na verdade gostava de comer carne e queria continuar a comê-la sem se sentir mal e a Lúcia argumentava porque tinha uma empatia pelos animais que não a deixava comer carne e que a faria achar que ninguém devia. Hittler argumentava contra os judeus, pois eles dominavam a economia e ele desejava que fossem os arianos, estando com medo de ser controlado por alguém que não fosse da sua raça, e os que defendiam os judeus (em segredo) tinham medo de todas as mortes e/ou empatia por eles, os moralistas defendem "mentir é errado" mas na verdade o que estão a dizer é "abaixo o mentir!" e defendem também que "dizer a verdade é correcto" mas não quererão dizer "viva a dizer a verdade!"? Quando a frase se torna exclamativa, revela emoções.

Sendo assim, como podemos excluir as nossas emoções dos nossos argumentos?

Digam-me, isto faz algum sentido, ou há alguma coisa que não esteja a ver bem?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vegetarianismo

À hora do lanche, no intervalo:

Sérgio: Queres um bocado da minha sandes de fiambre?
Lúcia: Não, obrigada mas sou vegetariana, não como carne.
Sérgio: A sério?! Mas porquê? A carne é tão boa!
Lúcia: Sim, de facto sabe bem, mas na minha opinião os animais também têem direitos, e eu sou vegetariana para os respeitar.
Sérgio: Como assim?
Lúcia: Em primeiro lugar, penso que os animais têem direito à liberdade, e hoje em dia são presos em prisões minusculas desde que nascem, só para serem mortos depois.
Sérgio: Sim, Mas esses animais (as galinhas, os porcos, etc) já não existem em meio natural, e se são criados por nós, também podem ser mortos por nós.
Lúcia: Oh Sérgio, primeiro não te faças de Deus, não foste tu que lhes deste a vida, logo também não tens o direito de a tirar! E segundo, põe-te no lugar deles! E se te separasses da tua mãe assim que deixasses de mamar e fosses metido num quarto minusculo com mais 10 pessoas a vida toda até estares crescido o suficiente para te matarem?
Sérgio: pois, mas eu não sou um animal e, para além disso tenho sentimentos.
Lúcia: E os animais não têem? se bateres num cão ele fica com medo e, se gostar de ti até fica muito triste e começa a ganir, a pedir-te festas!
Mas mesmo que isso fosse verdade, os animais têem direito à vida, tal como nós que, a proposito, também somos animais.
Sérgio: Os animais têem direito à vida, mas eles no meio natural também se comem uns aos outros!
Lúcia: Então, mas isso é a cadeia alimentar.
Sérgio: Então, mas nós comermos porcos também faz parte da cadeia alimentar.
Lúcia: Não, porque se reparares, o teu corpo tem indicios de que há muitos milhares de anos, os humanos não comiam carne, como por exemplo, o teu apendice, os teus dentes, o comprimento do teu intestino, etc.
Sérgio: Hmmm, tenho que pesquisar melhor isso... Mas mesmo assim, se agora comemos carne é porque houve alguma evolução.
Lúcia: Ainda assim, se podes sobreviver bem sem matares animais, não é um crime fazê-lo?
Sérgio: Então, mas se não matas animais, matas plantas, vai dar ao mesmo.
Lúcia: Não, não vai, porque os animais sofrem e as plantas não, porquê não têem nervos nem sistema nervoso e por isso não sentem a dor.
Sérgio: Bem, não sou grande entendido nisso e não sei o suficiente sobre este assunto para saber se estás certa ou não, mas eu cá não consigo passar sem esta minha sandes de fiambre.

E tu? Qual é a tua opinião? Álgum deles está certo? E terão realmente os animais direitos ou sentimentos?
Lanço ainda o desafio de tentarem convencer-me a desistir do vegetarianismo :)