Algumas pessoas pensam que as férias são boas apenas par nos dedicarmos a futilidades sem qualquer conteúdo, pensando que essas são as únicas coisas que realmente nos dão prazer e nos permitem relaxar. Mas essa opinião assenta, em meu entender, numa ideia muito mesquinha do prazer, que só aqueles que encaram o pensamento como algo doloroso podem partilhar. Pelo contrário, o pensamento, as ideias e o conhecimento são normalmente uma grande fonte de satisfação. Isso pode também ser alcançado lendo bons livros e não apenas as futilidades do momento. Deixo duas sugestões de leitura, que podem dar grande satisfação para quem gosta de pensar enquanto lê.
A primeira é um pequeníssimo livro de filosofia que não nomeia um único filósofo e que se dirige directamente ao leitor, sem lhe pedir seja o que for, além da sua disponibilidade para pensar com o autor. Foi escrito por um filósofo de renome, o americano de origem sérvia Thomas Nagel, para ser lido por jovens adolescentes. Intitula-se O Que Dizer Tudo Isto?
A segunda sugestão é de um clássico da literatura do século passado. Trata-se de A Metamorfose, de Franz Kafka. É também um livro muito pequeno, mas algo perturbador. Li-o quando era adolescente e impresionou-me muito.


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