segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Joana dixit

Vale a pena destacar aqui parte do que a Joana Cerqueira escreveu na caixa de comentários do post anterior:

Falei acerca da recompensa social e divina, mas para mim a mais importante e de mais dificil percepção é a da satisfação pessoal, da sensação boa que sentimos quando ajudamos outros, daquelas frases orgulhosas que muitas vezes nos passam pela cabeça depois de um acto de altruísmo.

Pegando no exemplo daquele pai [referido no post anterior]: qualquer bom pai no mundo responderia o mesmo que ele. Porquê? Simplesmente porque assim estaria a ser um "bom pai". Se outras pessoas o tivessem visto, ele seria admirado por elas. Assim, como só ele viu e soube, no momento da escolha, foi admirado por si próprio. Pode ter passado o resto da vida infeliz, mas naquele momento sentiu-se de certeza tão bondoso como o proprio deus teísta. Afinal iria levar uma vida de dor para poder dar felicidade aos seus filhos. Existiria alguém tão bondoso como ele? Conseguem imaginar o que ele deve ter sentido naquele momento? A sensação boa com que ficou? Isso meus amigos, também é egoísmo.

Não sei quem disse esta frase, mas na minha opinião está muito bem dita: "o altruismo é a mais subtil forma de egoísmo"

Será que a Joana conseguiu mesmo mostrar que a decisão daquele pai pode ser interpretada como uma acção realmente egoísta?

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